Hume – Experiência, Conhecimento e Atitudes

O filósofo e historiador David Hume é um pensador da corrente iluminista, a frente que tentava sintetizar e amplificar os diversos conhecimentos da humanidade acreditando poder dar grandes saltos no terreno das idéias, direcionando-se especialmente ao racionalismo.

Exponho Hume, na tentativa de abordar um tema interessante… suas decisões se baseiam em que?

Hume, simplificadamente, discordava das idéias e tentativas de ancorar argumentos e explicações em crenças ilusórias ou projetivas.

Acreditava que tudo o que sabemos e conhecemos não vem, senão, por meio da experiência que vivemos, do que observamos e pudemos conhecer.

Faça uma experiência, suspenda um objeto no ar com suas próprias mãos e em determinado momento largue-o, sabe o que irá acontecer?

Não é difícil saber que este objeto cairá… simples, não parece?

Mas qual foi o processo e toda a construção neuronal que você precisou para hoje ver isso com simplicidade e superficialidade?

Quantas vezes observou, re-observou, constatou e acreditou?

Não vou me estender para o campo da fé metafísica, estou tratando apenas dos teus conhecimentos físicos, intelectuais.

Tudo o que hoje você acredita, tem bases racionais ou são projeções voluntárias de pensamentos que acobertam suas necessidades?

Se o nosso conhecimento vem através da experiência, que seja toda e qualquer forma de experimentação um meio para absorvermos conhecimento e aplicarmos nas próximas e semelhantes situações.

É comum vermos dentro das empresas diversos profissionais tomando decisões intuitivas, sem quaisquer bases lógicas e experimentais que precedam e atestem tais execuções.

Um exercício simples e prudente seria comparar qualquer decisão a ser tomada com experiências passadas, quais resultados tiveram e caminhos seguiram; se não tivermos tais possibilidades por estarmos ainda nascendo nesse tema, observemos a concorrência ou até mesmo outros setores, com o cuidado de analisar quais foram seus passos, onde poderiam ter aperfeiçoado e quais erros deveriam ter evitado.

Certezas, envolvem repetidas ações, como os atletas que treinam à exaustão, para que, quando estiverem em competição seus gestos e passos sejam automáticos e naturais.

Duvide de respostas imediatas sem precedentes que avalizem tais situações.

Evite estratégias superficiais com base em crenças do que você precisa ver e não do que necessariamente poderá ser.

Acreditar no que se faz é motivacional, mas fútil se não estiver embasado em uma longa trajetória de formação, de sólido treinamento e direcionamento.

O simples “querer” não te oferece resultados finais e sim primordiais, na base das ações, te preparando para ser o profissional que poderá tomar atitudes “automatizadas”, já que antes, “experimentadas”.

Conheça a si próprio e nas mais inusitadas situações, conhecerá os caminhos a seguir.

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