Nietzsche e as oportunidades nas adversidades

Nietzsche, um dos filósofos mais importantes dos últimos tempos,  acreditava que para alguém crescer e ter valores concretos, precisava sofrer…sofrer muito, ter inúmeras dificuldades e dúvidas.

Veja que em geral as grandes pessoas não foram as que receberam mimos e proteções de seus pais, durante suas infâncias, isso não é uma regra mas evidencia de que a dificuldade, inevitavelmente, até por um instinto de sobrevivência, gera soluções e cria força.

Há alguns anos me dedicando a reestruturar empresas deficitárias, tenho encontrado constantemente um clima de desânimo instalado em diversos negócios que sofrem momentos de crise, abatendo o espírito corporativo e, em alguns casos, trazendo grandes prejuízos, ou mesmo levando à falência.

Uma vez, prestei consultoria para um empresário que sofria dificuldades em seus negócios. Ele não estava certo se o melhor seria desistir, pressionado ainda mais pelo peso da burocracia do país, que o sufocava e pela imensa taxa de juros que o vitimizava. Sentia doloridos golpes em cada operação financeira que realiza.

Queda nas vendas ou mesmo na economia do país, não são por si só fatores determinantes para a conclusão que não há recuperação.

Em todo negócio sempre há novas maneiras para se aumentar as vendas.

É certo que cada empresa tem um perfil distinto e uma análise profunda deve ser realizada para que sejam indicadas as soluções, mas uma das regras é que trabalhando com a redução de despesas se gera um lucro maior, e em alguns casos, a criação de novos produtos pode ser um artifício para atender a expectativa do mercado consumidor, ou mesmo, criar um novo.

Se observarmos como a história está repleta de casos de sucesso que se construíram em momentos visivelmente desanimadores, chegaremos a conclusão que se alguns tivessem desistido, a economia teria tomado um rumo diferente do que é hoje.

Para citar apenas um negócio, podemos usar a Coca-Cola como exemplo, quando durante a segunda guerra mundial teve grandes dificuldades de produzir seu refrigerante já que o açúcar era racionado e direcionado à produção de alimentos de primeira necessidade.

A solução encontrada por um distribuidor na Alemanha foi desenvolver um novo refrigerante a base de laranja, com menos açúcar em sua composição, alcançando um estrondoso sucesso em seu país e posteriormente em todo o mundo. Assim nasceu a Fanta.

Se buscarmos exemplos que instituíram mudanças comportamentais com a revolução que surgiu na escassez da guerra, atingiremos também o campo da moda. Por existir um racionamento no couro foram criados cintos menores e sapatos com sola de madeira; pela escassez de algodão, vestidos mais curtos foram produzidos, transformando em muitos aspectos a moda no mundo.

Estes são alguns, entre milhares de exemplos que atestam as constantes oportunidades, quer seja na ausência ou no excesso, onde o principal segredo é não se deixar influenciar pelo momento, mantendo assim toda criatividade e lógica como principais elementos geradores de idéias, tendo a consciência que momentos são sempre passageiros.

Enxergar as melhores oportunidades, parar, pensar, decidir a melhor solução e finalmente agir, é a melhor forma para termos a receita para uma vida melhor em todas as áreas.

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