Darwin e a seleção natural dos profissionais

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Faz 200 anos que este pensador, tido como limitado e de futuro incerto, por sua família, nasceu e posteriormente deixou sua marca na história.

Darwin, ao contrário do que muitos pensam, nunca disse que o homem veio do macaco e apenas ressaltou suas semelhanças, dizendo que tinham um ancestral em comum.

Uma revolução!

Sofreu ataques fortíssimos, ainda mais porque em sua teoria, revolucionava a ciência e confrontava diretamente o pensamento religioso de sua época.

Sustentou a opinião de que todas as raças conhecidas foram originadas por outras raças primitivas, que evoluindo, de acordo com suas necessidades, geravam novas raças e assim progressivamente.

Uma raça não nascia em alguns anos, senão em milhares deles.

Uma girafa, por exemplo, come as frutas que estão no topo das árvores, daí a necessidade do pescoço mais longo… mas como isso acontecia?

De uma forma simplista, as que já tinham pescoços maiores eram as que mais sobreviviam, por se alimentar melhor e terem mais chances de vida, com isso, geravam filhos e seus filhos, herdando a genética privilegiada dos pais, permaneciam com a mesma característica.

Muito tempo depois, nesse processo, sobrariam as que mais se adaptavam e geravam filhos com suas características, aprimorando e reciclando as raças.

A natureza, em sua força determinante elege os mais fortes e os que sobrevivem geram herdeiros, em teoria, melhores, assim chegamos até hoje.

Uma lógica fria, racional, sem espaços para compaixões e penas… será assim? Ou essa é apenas a nossa forma humanizada de ver com o ângulo das emoções e, por conseqüência, julgar que essa lógica é fria?

Para que possamos sobreviver, temos que aplicar a teoria de Darwin em nossas vidas, ainda mais, profissional.

Não quero com isso, dizer que passaremos a exterminar os improdutivos e liquidar os mais fracos, mas quero sim, afirmar que os que mais produzem e oferecem, vão mais longe.

Os que têm consciência de que a determinação, segurança e certezas geram forças favoráveis, são valorizados e tendem a crescer, evoluir.

Já os que se vêem como fracassados, se lamentam em tudo, se aquietam e acovardam, tendem a regredirem até desaparecer.

É natural que seja assim já que é a única forma de sobrevivermos, seja em espécie, seja em sua empresa.

Há alguns anos atrás, bastava ser um bom profissional.

Anos depois, quem não tinha nível universitário sofria uma defasagem em sua carreira, depois vieram Pós Graduações, Mestrados, Doutorados, MBAs.

Em muitos cargos é pouco falar apenas português e inglês, atualmente, milhares de cursos de especialização inflacionam as formações e exigem que adotemos novas posições.

Todos os títulos que devemos ter são imprescindíveis para que nos apresentemos e sejamos reconhecidos, é o nosso cartão de visita, mas jamais farão com que você permaneça em seu cargo.

A produtividade, que é o resultado que a empresa espera que você tenha no cargo que ocupa, será sua permanência ali, ou o salto para um andar acima.

Se você não produzir, será colocado de lado, se produzir, colocará outro de lado e subirá em seu posto, sendo assim, não veja como algo frio e pessoal quando alguém, ou você mesmo, for demitido para o “bem do conjunto”.

Se não for um caso isolado de perseguição ou receios infundados, a seleção natural darwiniana é uma prática que todas as empresas precisam seguir para que mantenham suas sobrevivências.

Procurar pessoas qualificadas e que dêem resultados deve ser o foco de toda empresa, assim como em seu setor, adequando, se possível, o improdutivo em outras posições, ou o substituindo.

Isso não envolve frieza, ou sensibilidade, é apenas a regra do jogo.

Uma prática necessária que há milhares de anos a natureza nos ensina.

Ainda que te pareça óbvio e realmente é, aplique essa postura quando você também for preterido e afastado de seu cargo, sem conotação pessoal e chantagens emocionais com você mesmo, saiba não levar para o lado pessoal, persecutório e consiga, impassivelmente, seguir seu caminho, direcionando-se para novas conquistas, cargos e posições.

Tenha em sua linha de visão um ângulo geral quando a sua individualidade for ferida, saiba inserir-se em um contexto histórico sem o limite da tua existência pessoal e sim coletivizando as práticas que chegarem ate você.

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