Kant, o equilíbrio e o conhecimento

equilibrium_by_j_adree

Por séculos, a filosofia debateu sobre a razão e a emoção.

Diversas correntes se formaram com tendência a privilegiar um dos lados, na maioria das vezes, com força excessiva e desequilibrada.

Por isso, para mim, Kant foi o filósofo do equilíbrio entre razão e emoção.

Entre suas imensas e profundas obras, sua intenção era oferecer o despertar do sono dogmático.

Para ele, o tempo e o espaço são a essência de nossas percepções, um filtro em nossa mente que se aplica se usado com a experiência.

Imagine o que o mundo era antes de ser formado?

Na teoria do Big Bang, o mundo teve uma origem, mas o que era o espaço, antes de ser?

E já que o universo não é ilimitado, o que será o fim dele? Como é o fim dele?

Nossa mente não consegue ter uma idéia clara dessas respostas, justamente porque não tem uma referência dessas concepções.

Nada é percebido ou entendido além do que somos e podemos. A própria física e todos os nossos conhecimentos se limitam ao nosso tempo e capacidade.

Kant dizia que não podemos conhecer nada, por completo, já que o limite de nosso conhecimento é o limite do que conhecemos, tudo resulta de até onde conseguimos enxergar.

Quando temos que tomar uma decisão e não sabemos qual base devemos ter como referência para tal resolução, devemos agir pela razão ou emoção?

Se o nosso conhecimento é sempre limitado de acordo com nossas vivências e capacidades de discernimento, poder temporal e experimental, é certo que todas as nossas decisões poderão e serão erradas na medida em que nós sempre poderíamos ir além, se conhecêssemos mais.

Se poderíamos ir além sempre e nossas decisões são sempre limitadas aos nossos poderes, nunca alcançaremos 100% de uma situação e se é assim, faltará, sempre algo para acertamos em nossas atitudes.

Com isso, tiramos algumas lições.

Por que o medo de errar, se nunca acertamos totalmente?

Ainda que esse pensamento lhe pareça um tanto quanto pessimista, na realidade só evidencia o reflexo de que somos limitados.

Mas se nossos limites são impostos pelo que conhecemos, por que nos limitar ao que conhecemos hoje, sem tentar ir além, no conhecer e no experimentar mais?

Daí vem o despertar do sono dogmático que Kant se referia e que a filosofia nos propõe.

Você tem limites em quaisquer decisões porque você é, pessoalmente limitado, assim como todas as pessoas que convivem e compartilham com você suas práticas profissionais.

Aquele que julga conhecer demais, o faz por defesa pessoal.

Aquele que conhece mais, ainda pouco conhece.

O que Kant propõe é o que toda a filosofia oferece.

Encher-se de conhecimento, aprender-se, experimentar, reinventar.

Mergulhe em você mesmo e em teu mundo, vendo teus limites, aprimorando-se e aprofundando tuas capacidades.

Tuas atitudes e práticas são motivas pelos fatores externos, que te impelem a ir por determinados caminhos, mas são originadas e capacitadas internamente.

Somos e agimos da forma que podemos ser, de acordo com o limite que nós mesmos nos estabelecemos.

Busque incessantemente conhecer.

Quanto mais conhecemos e absorvemos o que mundo é, mais preparados seremos para agir, decidir e até mesmo “intuir”, que nada mais é que uma solução prática e sensível, baseada em tuas experiências e conhecimentos.

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