Krishnamurti e a educação

scuola

Este é um filósofo com menos projeção e notoriedade no ocidente do que os outros que venho escrevendo.

Entre seus temas explorados, alguns que discordo, existe um ponto interessante em sua abordagem sobre a educação.

Krishnamurti, um pensador indiano, fundou várias escolas em diversos países, acreditando que podia contribuir decisivamente para uma formação mais ampla e democrática.

Era um ferrenho opositor das formas coletivas e impositivas do ensino.

Acreditava que somos, desde nossas infâncias, moldados, não para aprender e enriquecer culturalmente e sim para agirmos de acordo com o que convêm ao sistema imposto.

Para ele, somos engessados pela cultura da sociedade onde vivemos e, mais do que isso, cerceados de termos nossas próprias convicções e impelidos à padronização intelectual.

Acreditava que vários símbolos foram criados com o intuito de nos padronizar, sufocando a individualidade, como, por exemplo, os deveres escolares, as notas e avaliações.

Não acreditava que tais práticas premiavam o pensar e sim o decorar.

Criticava ainda a inaceitação dos professores que não querem ser questionados e via em símbolos, tidos como pequenos, como a própria uniformização, meios para padronizar as crianças a aceitar, desde cedo, o que a escola impõe, tornando-se uma educação totalmente passiva, sem traços e possibilidade de um equilíbrio ativo.

Questionamentos e questionadores nem sempre são bem vindos, em todos os “andares sociais”.

Onde se enquadra a nossa individualidade, na coletividade?

Desenvolvo um projeto em conjunto com Universidades, convivo com diversos alunos, seus planos, posturas e convicções, muitos surpreendem quando são receptivos e curiosos, evidenciam que buscam o conhecer e se abrem para questionar, argumentar, ir além.

Em outras situações, encontro pessoas com posturas mais rígidas, seja em faculdades, como em empresas, são pessoas que se limitam aos seus conhecimentos atuais, sem pensar em ir além.

O que aprendem, seja em suas famílias, como em suas escolas e faculdades, praticam como ensinamentos invioláveis e inquestionáveis.

Cresceram nos moldes do que aprenderam e não tem facilidade em se adaptar ao novo, daí a necessidade de experimentar novas situações, reciclar suas formações, ler e questionar mais, ter sede de culturas diversas e opiniões divergentes.

Tenha consciência de que tudo que você aprendeu, seja em sua faculdade e nos cursos que fez, por mais reconhecidos que sejam, é pouco… é muito pouco diante do universo do conhecimento que podemos ter.

Romper os limites do teu conhecimento atual, abrindo-se para novas perspectivas que possam te soar, em principio, ilógicas, é o melhor caminho para se reciclar formar-se e preparar-se.

As empresas bem sucedidas hoje buscam profissionais que enxergam mais longe, com mente mais ampla e conseguem ver os horizontes organizacionais com mais perspectivas.

Profissionais que não se limitam ao que aprenderam e não criam apenas de acordo com os padrões mais comuns, tem mais chances de se destacarem pela  possibilidade de ver por um prisma mais alto.

Para ser mais criativo, ter uma capacidade intelectual mais profunda e ampliar teus conhecimentos, sugiro, é claro, a filosofia, que mais do que respostas prontas e fórmulas definidas te convidará a pensar, te ensinará a questionar mais e como conseqüência você verá a vida e atuará em sua profissão com a amplitude expandida de seu intelecto ilimitado.

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