Como nasce o desejo?…Schopenhauer

desire_by_Sugarman

Arthur Schopenhauer é, em minha opinião, um dos mais profundos e completos filósofos.

Alemão, viveu no século XIX e algumas de suas teorias inspirou importantes pensadores como NietzscheFreud.

Por muitos, era considerado um pessimista, o que de fato era… mas, vejo traços de bom humor e otimismo em muitas afirmações.

Te aconselho a conhecer melhor suas teorias, caso ainda não conheça.

São vastas, amplas, imensas.

Falarei dele em outros textos também, mas neste momento vou questionar uma frase sua.

“Podemos querer o que queremos?”

A maioria responderá que sim! Somos livres, portanto podemos agir conforme nossas vontades!!

Mas…e tais vontades? De onde se originam?

E as origens destas, de onde?

Para Schopenhauer, não somos tão livres quanto queremos pensar que somos, assim como para Freud.

Nossas atitudes tem um precedente impositivo que é determinante em nossas ações.

Não é necessário ir tão além para ver a coerência de suas afirmações.

Pense um pouco, por que você trabalha?

Se é assim, quando atinge a suficiência financeira, por que vai além?

Por que temos um constante pensamento para progredirmos, muitas vezes a qualquer preço?

Essa tua intenção não teria uma base antropológica, natural?

Será que tuas necessidades não são precedidas de certos impulsos primários, retrocedendo mais, não seriam imposições biológicas de manutenção e preservação de nossa espécie?

Schopenhauer dava a isso o nome de “impulso de vida”.

Acreditava que nossas ações, por mais conscientes que sejam, são realizadas por um impulso primário, biológico, assim, tudo o que somos e fazemos tem início no que precisamos, existencialmente, fazer.

E como levamos isso para suas práticas profissionais?

Ações que geram reações eficientes e progressões profissionais são sempre produtivas, mas vazias se não tiverem um conceito prévio.

O ideal é termos uma estrutura que nos ofereça solidez argumentacional para sustentar e preservar nossos ideais, quando as adversidades vierem e outros “prazeres” se apresentarem.

Mire, lute, construa, mas não se esqueça de refletir o caminho que você escolheu, sendo coerente o suficiente para saber que tuas ações hoje foram impostas ontem, antes mesmo de você nascer, pela tua herança genética, em você continuada.

Podemos sim querer o que queremos, nas estâncias mais superficiais de nossas vidas e atitudes, nunca com total isenção pois antes mesmo de querermos a natureza quis por nós.

Já que você quer o que precisa e não necessariamente tudo o que pode, queira, ao menos, decidir as melhores opções no caminho que você seguir entre as diversas e múltiplas posturas que poderá ter.

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