Quando é melhor não ter cliente…

supermercado

Sabe aquela pessoa que quando chega, todos vão?

O típico chato, que incomoda, que em tudo e de tudo reclama. Sempre insatisfeito, acredita ter sempre razão, luta por mesquinharias ideológicas, impõe pequenas e desimportantes verdades pelo simples prazer de dar a última palavra.

Conheci um cliente que não era um grande consumidor, mas também consumia.

Quando ia a um restaurante exigia temperaturas nos alimentos que são impossíveis de se padronizar. Em geral, ia tarde, fazia com que os funcionários passassem de seus turnos e se recusava a pagar 10% para os garçons, dizendo, “já pago o que consumo”.

Encrenqueiro por natureza, adorava lojas de 1,99 pois exigia seus trocos em cada compra. Se não dessem, por que anunciavam por esse preço?

Por mais que diariamente possamos ver inúmeros erros em diversas empresas que consumimos, muitas vezes deixamos passar, não em favor dos errantes, mas para poupar o nosso dia de discussões, problemas, estresses. Claro, nem sempre isso é possível, mas o cliente não pensava assim.

Ele buscava erros, queria consertar o mundo e determinar conceitos de higiene, técnicas de marketing e práticas comerciais.

Seu maior absurdo talvez tenha sido aquele dia em que entrou em uma famosa lanchonete de fast food e por mais de uma hora deu lições para o gerente de como preparar um lanche com mais higiene, claro que em voz alta, pois gostava de ser ouvido pelos outros consumidores. Lá havia higiene, mas não segundo seus padrões.

Estava certo de ser um bom cliente e jurava não ir além do bom senso, dizia reclamar, apenas, do que era inaceitável, era o porta voz da justiça e da boa prática de higiene e consumo.

Quando retornava a algum lugar que um dia reclamou, claro, era notado e mal visto, mas como todos, devia ser recebido.

Seu passatempo não era mais ir a um bom restaurante pelo ambiente ou comida e sim para corrigir métodos… era o seu meio de se sentir importante, valorizado, obedecido.

Como bom consumidor, que se julgava, o cliente gostava de usar roupas feitas sob medida. Comprava peças exclusivas e exigia detalhes impensáveis, em prazos extremamente curtos, mas na hora de pagar não era tão rígido assim e deixava para depois.

Chegou a ser rejeitado por algumas empresas que o viam como um péssimo cliente.

Empresas e profissionais autônomos precisam de clientes, mas em há casos em que alguns são totalmente dispensáveis, pois atrapalham o bom funcionamento do negócio, importunam e incomodam.

Existem empresas boas e ruins, assim como clientes bons e ruins.

A frase “Cliente tem sempre razão”, deve ser deixada de lado.

O cliente nem sempre tem razão e cada empresa tem que ter o bom senso para saber quando a crítica é construtiva ou destrutiva.

Tratar bem a todos os clientes, com respeito e educação, mas com firmeza e certeza, sabendo os que reclamam por e para reclamar.

O importante é a idéia de que consumidor merece respeito sempre, assim como a empresa que vende seus serviços e produtos.

Saber se portar, possibilita saber quando o outro se porta bem, ou passa dos limites.

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3 comentários sobre “Quando é melhor não ter cliente…

  1. Leonardo,
    Parabéns pelo artigo, mas tenho que discordar contigo em pelo menos um aspecto, pois vejo um conformismo geral com a falta-de-educação, a falta-de-respeito e com a falta-de-qualidade, disfarçada nessa famosa “tolerância”. Na verdade, as pessoas estão se acostumando com a “normalidade-da-baixa-qualidade” e isso se reflete na edução e na exigência dessas pessoas tanta na esfera social quanto na esfera política. Será que se tivessemos mais clientes exigentes ou melhor será que se nós fossemos mais exigentes em quanto clientes e principalmente em quanto fornecedores(sim somos todos fornecedores também, afinal sempre temos clientes, nossos chefes são os nossos maiores clientes) não teriamos uma sociedade mais ajustada e mais coerente ?
    Claro que bom senso e tolerância devem ser sempre considerados mas acredito que eles devem ser empregados nas exceções e não nas regras, pois o que vemos hoje é o contrário é mais fácil ter “bom senso e tolerância” do que revindicar qualidade/atendimento e presteza, mas isso tem relação com o conformismo impregnado em nossa formação histórica e isso já é pauta para outra discussão.

    No mais, mais uma vez meus sinceros parabéns pelo artigo e todo sucesso do mundo no blog.

    Um abraço,
    Leandro.

  2. Tem razão Leandro…acho que ter consumidores exigentes é produtivo para qualquer empresa, o complicado é quando a implicância, intolerância e falta de educação se disfarçam de crítica construtiva.
    Claro, toda empresa precisa de seus clientes mas a exceção é, nem todo cliente tem razão né?
    Grande abraço e obrigado pelo comentário!

  3. A insatisfação já é um sinalizador de desaprovação, desqualificação ou insatisfação.Como vc vai tratar os sibalizadore ou os geradores da insatisfação, no caso ,o cliente é a chave do sucesso no seu negócio, buscando qualificar atendimento,produtos e serviços e por conseguinte conquistando o cliente fiel , seu melhor termômetro de qualificação empresarial,profissional e realização pessoal.
    Seu público alvo é o seu marcado desejado e sem excessões cada um deverá ser ouvido e atendido em suas demandas.

    Quando se radicaliza uma situação, como nas abordagens da reflexão, excluindo determinado cliente que exige tudo, encerra-se quaisquer tentativa de entender até o seu negócio-objetivo.

    É o que penso e objetiva agregar valores.

    Muita Paz

    Vença por vc quanto ser Humano nesta encarnação.

    Muito bom este espaço. Siga em frente e Obrigado pela oportunidade.

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