Darwin e o fanatismo

evolucao

Confesso, tenho aversão ao fanatismo.

O fanático, para mim, é o que por alguma frustração ou insegurança tem a necessidade de se apoiar, cegamente, em um alicerce sem fundamento e como característica desse comportamento, o fanático não questiona tais atitudes, nem a si próprio, nem o alvo fanatizado, até porque a descoberta de estar seguindo cegamente algo sem valor geraria traumas ainda maiores e perdas de referências.

Conheço alguns fanáticos, em religião, futebol, sexo, trabalho e por ai vai, mas nesse post estou refletindo sobre o fanatismo a ciência e algumas teorias, sendo mais específico, quero falar sobre Darwin.

Acredito em sua teoria e vejo paralelos no mundo profissional, como já escrevi em Darwin e a seleção natural dos profissionais.

Mas quero que você veja diferença entre o natural e o imposto.

A teoria da evolução afirma que somos seres evoluídos a partir de espécies primitivas e não que “viemos do macaco”, como alguns insistem em dizer, por desconhecer a teoria.

Nas empresas, vemos paralelos já que “sobrevivem” e evoluem, os que são “geneticamente” superiores, nesse caso, me refiro a capacidade para executar com competência suas funções, sem querer me aprofundar mais e ir para os casos de “apadrinhados” e protegidos.

O que quero refletir é a necessidade de deixarmos a natureza seguir em seu fluxo, sem desvios artificiais e por conseqüências, sem catástrofes naturais.

Quando a teoria da evolução se aplica, naturalmente, evolui espécies, aperfeiçoa a genética e tudo caminha em um fluxo de constante e perfeita sintonia, mas, quando é imposto, gera distorções inaceitáveis e conseqüências desastrosas, veja o caso de Hitler que quis “aperfeiçoar” a espécie, gerando uma raça superior e a conseqüência, todos sabemos…

Talvez seja o momento de você refletir se em seu trabalho tudo está evoluindo, conforme a natureza ou está sendo imposto, artificialmente… note que eu não estou dizendo que você deve se tornar um ser acomodado e “esperar” as águas correrem sem sua interferência.  Interferir é agir, agir é produzir e produzir é cumprir o seu papel no trabalho, mas tudo com consciência e prudência, sem tentar “eliminar” os mais fracos, sem arquitetar manipulações simples para que a equipe seja como você gostaria.

Seja mais tolerante e caminhe com mais tranqüilidade acreditando que os “mais fracos”, naturalmente serão eliminados, por si próprios, assim, sua interferência pode ser desastrosa para a situação e para você próprio.

Ainda, nos setores comerciais, mostre o seu produto sem impor, convencido que a sutileza, a verdade e a imparcialidade vão fazer com que a venda, mais cedo ou mais tarde se concretize, com paciência e sem pressionar.

Saiba ser natural, sem ser passivo.

Seja paciente e saiba esperar o tempo certo das coisas, interferindo no limite do natural, gerando conseqüências positivas e aos poucos tudo virá.

Uma teoria certa não significa que ela pode ser aplicada em todas as esferas, saiba discernir o coerente e a aplicação correta em cada situação, em cada caso.

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