Vivendo os últimos dias…

Término

Aconteça o que acontecer, viva o que viver, os últimos dias, um dia, chegarão.

Temos a tendência de acreditar que por estarmos em uma posição cômoda, assim será o nosso padrão por anos e nada será alterado.

Como que refrescados por uma brisa suave, permanecemos com a sensação de conforto que nosso posto nos proporciona, já que o de sempre tranquiliza a maioria e o novo assusta a muitos.

Seja um excelente emprego, ou uma excelente e bem sucedida empresa, quando estamos no alto tendemos a olhar ainda mais pra cima, nos esquecendo da altura que subimos e do tamanho da queda que, invariavelmente, pode ocorrer.

Mas o fato é que um dia chega o final. Um conforto nas situações ruins e uma notícia desagradável nas boas, talvez o justo equilíbrio quando vivemos as duas.

Em uma ocasião, uma empresa de brindes promocionais, a beira da falência me procurou.

A intenção deles era repassar “a parte boa” da empresa, para um concorrente, salvando algo do negócio já que inevitavelmente ela estava encerrando, a porta estava por fechar.

Diante de um caso assim, com uma empresa bem sucedida, com tantos anos no mercado, boas práticas e amizades formadas, era uma situação dolorosa e delicada.

Os ativos seriam suficientes para quitar todos os débitos, mas sem máquinas e equipamentos, não restava alternativa à empresa, naquele momento, que não fosse formar uma parceria com outra empresa para que pudesse continuar atendendo seus cliente, ou seja, “a parte boa”.

Essa foi a escolhida pelos proprietários, diante de tanto desgaste que já vinham sofrendo, mas aí começa outro problema.

Quando viram que a chegada estava próxima, não se dedicavam mais ao negócio, relaxados em suas posturas e displicentes em suas práticas, não prestavam bom atendimento e aos poucos perdiam os clientes que ainda restavam.

A questão é, se ao invés de se acovardarem e retrocederem, deixando-se levar pela maré, por que não enfrentar a situação, atendendo ainda melhor, conquistando ainda mais, oferecendo o inédito?

Segundo eles, por não haver mais alternativa…

Por mim, sempre há…

Boa parte das portas que são fechadas em nossas vidas foram batidas porque nos colocamos pra fora. Se permanecêssemos “dentro”, não sairíamos de lá.

Uma empresa descuidada por estar terminando significa que você está descuidando de tudo o que construiu, assim como de você próprio.

O que já é um trauma e um problema pra muitos, será dobrado com a postura passiva.

É o mesmo quando um funcionário está por sair da empresa e não cumpre mais sua função, assim, se faz, o faz com desagrado e má vontade, além dos efeitos nocivos para a empresa (que não é culpada como um todo da situação que você vive) sua carreira está desmoronando.

Quando digo que a empresa não é culpada, o faço porque a qualifico como uma entidade com diversos dependentes, assim, o responsável será no máximo o seu superior, mediato ou imediato.

Descuidar-se pela falsa sensação de que está tudo terminando é entregar tudo o que você criou.

Lembre-se que nada termina na totalidade, assim como nada permanece na integridade.

Assim como na foto do Post, os últimos dias naquela empresa, ou negócio, são quando o caminho termina e o sol se vai, certamente outro, amanhã, nasce…

Caminhos vão, outros surgem, assim é e sempre será… um término nada mais é que uma mudança de algo que está apenas começando.

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