Você sabe ouvir?

Listen_by_Hampalampa

Um bom profissional, para que cresça, evolua e se aperfeiçoe constantemente, precisa aprender a ouvir.

Algumas pessoas pensam que para ouvir basta silenciar e escutar os sons que chegam, sem decifrá-los, entende-los, absorve-los…

Para ser um profissional competente, realizado e bem sucedido, são necessários passos anteriores, passos, interiores.

Tudo o que você mostra ser, saiu do que você pode ser.

Quanto você ouve de dentro?

Muitas pessoas se confundem, acreditando que se conhecem e pensam que se ouvem porque conhecem suas reações e pensamentos.

Suas angústias, insatisfações, inaceitações estão dentro, enxergue você ou não, ali estão se formando, se solidificando e construindo um alicerce que poderá, um dia, te destruir.

O problema é que uma pequena tristeza mal resolvida, ou uma angústia mascarada se transforma em um vendaval futuro de emoções incompreendidas, inegociáveis, que se apóiam em novos relacionamentos, religiosidade excessiva, etc… É o momento onde você sente uma tristeza que não sabe de onde vem, não tem vontade de sair de casa, trabalhar, quanto mais se aperfeiçoar?!

Excesso de técnicas, cursos, treinamentos, não farão de você um profissional mais competente e bem sucedido, caso você não saiba como aplicar o que é bom, eliminando o que é ruim e se mantém armazenado interiormente.

Nosso corpo nos fala, a todo o momento, por isso você precisa saber ouvir, ou seja, entender.

Tenho um amigo que está sempre bem humorado, brinca sobre tudo e com todos, quem o conhece acredita que é uma pessoa muito bem resolvida, mas, em um determinado momento, ele se confessou estar sofrendo de depressão… mas como? Suas reações ainda eram as mesmas, o “bom humor” se mantinha, que depressão era essa?

A silenciosa, escondida e mascarada de todos, que só ele a conhecia em seus momentos solitários, não era perceptível a todos mas a ele sim, o que lhe trazia problemas e dificuldades, inclusive, em relação ao trabalho.

Quando chegava um problema, ele era do tipo “deixa pra lá” “depois isso se resolve”… muitas vezes, realmente é assim, dar muito valor a coisas sem valor só impacienta, aquece, desnecessária e irresponsavelmente, em outros casos, seria imprescindível acertar, ajustar, entender.

O reverso da moeda é a ausência de emoções, a frieza, a racionalidade excessiva.

No trabalho, as duas faces implicam em um profissional incompleto, o que guarda problemas que em um ou outro momento se extravasarão, ou o que não tem sentimentos, pisará em seus subordinados e fará de tudo para vencer, sem medir conseqüências e pensar em pessoas a sua volta.

O “frio” não estabelece vínculos… se ele não se vincula a parentes, famílias, pessoas, por que lutaria pela sua empresa e faria de tudo para que “todos” vencessem?

Muitas vezes os dois têm a mesma origem… o excesso de mágoas e problemas mal resolvidos em uma pessoa, caminha para um dia extravasar, somatizando as dificuldades e vivendo cheio de dores e dificuldades, na outra, a torna fria, insensível, fazendo com que assim não sinta os problemas e não precise lidar com eles.

É de extrema importância que você possa refletir para que a partir de uma consciência maior de sua realidade, o todo faça sentido.

Seus negócios, sua empresa, seu trabalho, suas ações, seu capital, tudo interage com a tua realidade interna, porque parte de você.

Por que ter um trabalho melhor?

Por que ganhar mais?

Por que determinada profissão?

Nada tem valor se você não souber aproveitar e claro, só se sabe aproveitar quando se conhece o que se ganha.

Esse é um Blog sobre reflexões dentro das empresas, ou seja, seu trabalho, seus negócios, mas para que tudo exteriormente possa ter sentido, você precisa aprender a ouvir o seu interior.

A filosofia é um excelente caminho para isso, nos ensinando a pensar, conhecer, reagir quando necessário e como devido.

Estude, aperfeiçoe o seu curriculum, mas antes, aprenda a escutar todos os sons e movimentos que a vida faz.

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3 comentários sobre “Você sabe ouvir?

  1. Olá Rodrigo, na minha opinião, o que você passa, todos passamos um dia ou passaremos, é justamente o ponto de conflito onde faz a aparência para ser aceito uma descaracterização da tua realidade.

    Eenquanto, no fundo, a racionalidade excessiva te protege de novos ataques, dai o desinteresse que se reflete na ausência das mesmas vontades, da distância de amigos, do inconformismo em se tornar o que não quer ser.

    Acredito que a sociedade impõe, cada vez mais, práticas e adequações que em nossa essência rejeitamos, dai a falta de interesse pelo todo.

    Leia esse meu post https://reflexoescorporativas.wordpress.com/category/o-consumo-visto-por-outro-angulo/ e veja esse vídeo, acho que aqui, em parte, responde como somos “manipulados” e porque passamos a nos sentir desconfortáveis em relação a muita coisa…

    Reflita, filosofe, afinal esse é o espírito do Blog e se você tem se sentido incomodado, o princípio da mudança está ai…

    Abraços e boa sorte!

  2. Realmente nos encontramos em uma busca constante de aperfeiçoamento, onde se torna muito difícil separar a frieza da espontaneidade.
    Acredito que como estamos sempre querendo conquistar estaremos sempre nos deparando com essas situações.

  3. Inevitavelmente não Wandeberg? O importante é sabermos lidar com isso e fazermos, também disso, um ponto ao nosso favor, nos melhorando, aperfeiçoando e destacando.
    Obrigado pelo comentário e visita!

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