Qual a origem das crises? Parte I – Uma reflexão sobre a sociedade

Crisis_by_motomini

A crise está passando, os problemas e dificuldades diminuindo, aos poucos a poeira vai baixando e as pessoas voltando ao normal, os profissionais recolocados, ou seguindo em seus postos e vamos nos esquecendo que o pior não é a crise em si em sim a sua origem.

Digo isso porque eu vejo que o problema tem que ser eliminado em sua origem, e não atacar apenas o efeito.

Os efeitos foram atacados, investimentos de vários governos e regulamentações foram impostas aos banqueiros e empresários, incentivando a produção, consumo, etc… tudo agora está mais leve e tranqüilo mas, pode surgir novamente?

Por que as crises nascem?

De onde surgem?

Como entender as suas formações e, por conseqüência, evitar que novas surjam?

Entre as diversas correntes e teorias, vemos várias opiniões.

O filósofo e economista Stuart Mill interpretava a sociedade como sendo formada por indivíduos com “autointeresse”, ou seja, olhando para o próprio umbigo, o que pode ferir e atacar outros.

Isso significa que os indivíduos, a partir de suas características, formam as relações sociais e por conseqüência as políticas e econômicas.

Um texto judaico diz “Não é possível ter lucros sem que os outros sofram prejuízos”. Será?

Algumas teorias vão pelo caminho que em nossos sentimentos primários, temos como base de tudo o “prazer” e a “fuga da dor”, são essas características que nos impulsionam, promovem nosso interesse e acobertam nossas atitudes.

Se isso é a realidade, o que a sociedade constrói para ter mais prazer e fugir da dor?

Claro que temos o poder intelectual que nos fornece meios para criar estratégias, executar planejamentos, calcular ações e conseqüências.

Se partimos do principio de que somos “autointeressados”, devemos ter maiores atenções em relação a regulamentações do mercado, o que em si seria um meio para proteger o interesse “da maioria”, deixando interesses individuais minimizados.

O desejo de obter riqueza, que faz com que muitos acreditem que é o que enriquece e desenvolve a sociedade também tem base em nossos sentimentos primeiros, assim, nossa teoria base permanece.

Já para o filósofo Marx, não é possível separar as diversas esferas das relações sociais, da formação do caráter humano.

Dessa forma, na medida em que os indivíduos sociais pensarem menos, individualmente e se projetarem para desenvolver o coletivo, a sociedade vai se formando e construindo, com menos riscos e mais amplitude, isso se alcança com a intervenção e o papel do estado.

O papel dos políticos seria garantir a harmonia e a não violação de determinados grupos, sobre o coletivo, até que ponto isso está sendo feito?

Um ponto importante é saber o equilíbrio justo da intervenção do estado, na medida em que não ultrapasse o seu papel e implique em uma barreira que ao invés de incentivar, impede a boa formação do mercado.

Para que o interesse individual não fira e agrida o coletivo, são necessárias várias referências externas e limitadoras, como nas esferas morais, políticas e econômicas.

Já o filósofo e economista Adam Smith, foi um defensor irrestrito do livre mercado, acreditando que o mercado se autoregula através das práticas de cada individuo, que forçando suas posições, gera equilíbrio suficiente para que o mercado seja cordenado indiretamente.

Se somos os criadores da economia segundo nossas intenções individuais, como então explicar a diferença entre sistemas, economias e países?

As forças e vontades políticas e de classe, as constituições, vão se adequando conforme suas forças, classes dominantes, poder e aos poucos tudo se constroe como em um jogo, entre ações contrárias e desconexas que se chocam e se unem, dando um terceiro resultado, diferente dos primários e unilaterais.

Com todas essas visões sobre os mercados, voltamos ao ponto inicial, crise.

As explicações da origem têm mais base quando a crise não é vista apenas por um ângulo, ou seja, não foi uma crise meramente financeira, de apenas um setor da economia e sim, entra em um aspecto que envolve estruturas mal definidas, conflitos entre produtores e especuladores, a partir da origem dos seres humanos…

Leia a conclusão desse post, no próximo texto, até lá!

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