Quando o tempo para

Time_by_Dream_traveler

Nesse post, quero refletir com você sobre quando as situações se paralisam.

A paralisação não significa apenas ausência de movimento, muitas vezes pode ser, ausência de crescimento.

Para o filósofo Zenão, o movimento não existia, para ilustrar, ele se referia a uma flecha.

Dizia ele que uma flecha está sempre imóvel pois cada fração de segundo é um momento único, assim, ela está parada em vários instantes, que em suas somas, promovem a ilusão do movimento.

Imagine uma fotografia, ainda que retrate um objeto em movimento, naquele momento, ele está “parado” na foto, ou seja, a paralisação existe, até no movimento, tanto que pode ser retratado.

Assim, nem sempre o que se move, da forma que se move, é o suficiente para não ser considerado “parado”.

Se a sua empresa, ou carreira, estagnou, ainda que esteja “em funcionamento”, pode estar imóvel… é quando o tempo para.

Existem momentos em que as situações planejadas, as estratégias traçadas e as ações executadas após um longo período de sucesso, paralisam, tornam-se estagnadas e não alteram seu curso de forma crescente, como em outros tempos.

Ai mora o perigo.

O filósofo Schopenhauer considerava que o mal é mais produtivo que o bem, já que o que, em geral, o bem proporciona, é a ausência de lutas e esforços, tendo em vista que se a vitória evidencia a conquista, assim, a “luta termina”.

Em muitas empresas é comum quando uma estratégia bem traçada no passado e ainda “funcionando”, mesmo que mediocremente, não seja reformulada, isso porque ainda “dá certo”.

O “dar certo” é relativo e muitos acreditam que uma empresa lucrativa, está bem, ainda que esteja estagnada em seu faturamento.

Muitos se acomodam e pensam “Antes a estagnação com lucro, que a queda, sem lucro”.

E por que não o crescimento constante, com lucro?

Certamente o crescimento é uma questão estratégica que, em alguns momentos, desde que planejado e consciente, pode não ocorrer, como no caso de uma adaptação comercial, ou a aquisição de uma nova empresa, mas o ponto que escrevo é quando o crescimento não ocorre, não por opção, sim por condição, ai sim, há algo para ser alterado e tratado.

Uma empresa lucrativa e estagnada corre um grande risco, porque não alarma, não gera medo e, por conseqüência, promove o comodismo.

Essa situação ocorre, seja na empresa, ou na vida profissional.

São os momentos onde todos perdem o foco inicial, acomoda-se em suas atividades, trabalham com menos entusiasmo, mais lentidão, esquecem de elaborar novas estratégias e não promovem mais outras fases de crescimento.

Nesse momento, são necessárias algumas reformulações.

Para que os ganhos de produtividade, em cada setor sejam efetivos, o realinhamento de cada profissional é único meio para se trabalhar, com mais afinco e colher melhores resultados.

Em um time de futebol quando apenas os mesmos jogadores jogam, nas mesmas posições, não alternando com o vigor dos reservas e a promoção de novos participantes, o time vai se acomodando e deixando a mesma força do início.

Assim, “chacoalhar” a equipe com a entrada de novos participantes e o realinhamento de suas posições, promove mudanças e mudanças promovem atitudes.

Reformulações de estratégias, novos projetos e fórmulas devem ser criados.

Os setores devem se interagir e se “cobrar” com mais freqüência, alinhando a equipe e colhendo maiores benefícios.

Por que não criar um sistema de motivação para os funcionários?

Prêmios, bônus, incentivos, são só algumas medidas possíveis e viáveis, gerando cumplicidade com a empresa e sua imagem.

Será necessário promover um realiamento institucional de forma gradativa, para que a empresa tenha uma imagem adequada e compatível com os principais produtos que comercializa, proporcionando, ainda, sua entrada em outros mercados, trabalhando com novos fornecedores e clientes.

Fazer com que uma empresa esteja, sempre, a todo vapor, é o melhor meio de se manter bem, permanentemente.

Para que as operações sigam em progresso contínuo, garantido saúde financeira, bem como operacional, todos os processos devem estar ajustados para que, nos momentos críticos, estejam, por si só, adequados ao bom funcionamento, não sendo necessárias mudanças drásticas e repentinas.

Ainda, toda empresa que está com uma gestão saudável, permite que seus funcionários se dediquem exclusivamente aos seus setores, extraindo de cada um o melhor de suas realizações, aumentando ganhos, proporcionando crescimento e segurança.

A estagnação não deve ser uma grande preocupação, mas sim um sinal de alerta, já que em algum momento poderá se tornar problemática, gerando maiores transtornos e, nesse momento, serão necessários ajustes mais emergenciais e complexos.

Prever suas aparições proporciona tranqüilidade e assertividade.

Por outro lado, quando uma mudança é realizada, consciente, planejada e gradativamente, elimina traumas, gera resultados concretos, visíveis e promove a boa saúde da empresa, no presente e no futuro.

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3 comentários sobre “Quando o tempo para

  1. Realmente permanecer em um estado estacionário prejudica e contamina toda uma organização.
    As melhorias têm que ser contínuas para não sermos surpreendidos nas crises.

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