Das Investigações do Consumo – Origens

Maça

Desde os inícios da formação social, os hábitos em busca da felicidade se desenvolvem em torno de aquisições.

O contra-senso do consumismo é que quanto mais se tem, mais se pode.

Quanto mais se pode, mais se é.

Quanto mais se é, menos se precisa.

Um círculo vicioso sem retrocesso.

Hábitos de consumo, para muitos, oferecem momentos de prazer, que materializados em determinados objetos, revelam a nossa capacidade em obter símbolos que nos mostram que somos mais e melhor.

Paralela ao desejo de ter, para ser, está a necessidade em ter, por ser, onde consumimos para a nossa sobrevivência.

A diferença entre os consumidores que precisam, e os que querem, estabele práticas e métodos díspares e, na busca dos dois tipos de consumidores, se desenvolvem milhares de variáveis e técnicas.

Para o filósofo Epicuro, o prazer estava nas pequenas coisas, como amizade, necessidades básicas, etc…

Para Schopenhauer, os desejos vêm de nossas necessidades primárias.

Conhecer a mente e as necessidades humanas são os melhores meios para oferecer o que, em realidade, queremos consumir.

De acordo com o que precisamos, aperfeiçoamos o que queremos e, diante do que queremos, nos diferenciamos e formamos classes separadas.

É comum vermos executivos de uma mesma empresa com os mesmos hábitos de consumo, formando grupos que os diferenciam dos demais.

Temos a necessidade de sermos uma etiqueta, para isso, precisamos de uma etiqueta que nos identifique.

A maioria dos hábitos de consumo se explica por intermédio da antropologia, que expõe os nossos comportamentos primários, necessidades básicas e anseios da espécie. A partir daí, mudamos as cores e rótulos, mas sempre em busca dos mesmos objetos que nos permitem acreditar que vamos além e somos mais.

Você poderá argumentar que nem sempre existe essa relação, por exemplo, você precisa de um carro mais rápido para produzir mais, talvez de um helicóptero para fugir do trânsito caótico e conseguir cumprir todos os compromissos.

Até ai é verdade, mas eu te pergunto, por quê tantos compromissos? Trabalho? Dinheiro? Sucesso?

Se for voltando a origem, fatalmente chegará em uma necessidade psicológica, derivada de uma característica antropológica.

Claro que é imprescindível comer, mas não temos necessidade de consumir determinada marca ou adquirir certa embalagem. A diferença entre o precisar e o desejar sustenta empresas, movimenta bilhões e mantém o capitalismo.

Quando exponho e divulgo a filosofia, o faço, porque acredito que sempre vai além quem conhece mais, assim, a filosofia é um excelente meio para que você possa pensar, refletir e aprender a raciocinar, desenvolvendo teu trabalho, aprimorando o que vende e conhecendo a quem precisa conhecer.

A partir de amanhã, começo uma nova série sobre consumo, com alguns textos que nos farão refletir, pensar origens e saber um pouco mais de nós mesmos, volte, comente, questione, discorde, estou aqui pra isso… até lá!

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