Das Investigações do Consumo -3 A permanente busca pelo desconhecido II

Busca pelo Desconhecido 2

Seguindo no mesmo tema, em geral, as falhas estão na falta de identificação que o consumidor terá do produto, em relação a marca.

Você imagina que a Ferrari possa lançar veículos populares, de 1000 cilindradas?

Como fidelizar um consumidor que é bombardeado por apelos emocionais fortes do concorrente, recebendo, diariamente, uma quantidade imensa de convites e propostas irrecusáveis?

Em geral, através do conceito da marca e da qualidade que se oferece.

Para usar o mesmo exemplo dos carros, um consumidor de veículo popular que busca preço jamais será fiel, ao contrário do consumidor de uma Ferrari.

Sem precisar citar exemplo de produtos de alto custo, marcas como Coca Cola, sabão em pó Omo, cerveja Skol, são bons exemplos de produtos muito consumidos, ainda que custem mais que muitos concorrentes.

Ainda assim, nenhuma marca está imune e livre de consumidores infiéis. Certamente, em algum momento, sofrerão oscilações e diminuição de vendas, mas a força da marca permanece quando é sempre bem trabalhada e, como escrevi em outro Post, gera cumplicidade.

Pesquisas recentes mostram que nos Estados Unidos, apenas 1 a cada 58 produtos idealizados é lançado no mercado, ainda assim, você sabia que 80% dos produtos lançados não implaca?

Qual o custo disso para as empesas?

E se esses números fossem alterados para 80% funcionam?

Quantos bilhões as empresas lucrariam a mais?

Quantos empregos e necessidades gerariam?

Por isso, conhecer muito bem o perfil de quem você busca é imprescindível, para isso, contrate especialistas, se necessário.

Não pense que os grandes não erram, veja o caso da divergência de opiniões entre dois gigantes, TIM x Apple.

Quando a Apple lançou o iPhone, a TIM do Brasil não apostou nele, deixando de lança-lo e perder, com isso, uma importante fatia de seu mercado, ou seja, ignorou os seus “parceiros = consumidores”.

Isso acontece porque, por mais que se conheça, nunca se conhece, por completo.

Outro exemplo é o Speedy da Telefônica, como única alternativa para milhares de consumidores, aos poucos, foi deixando de cumprir o que se havia acordado, com inumeras falhas de conexão, diminuição de velocidade, até mesmo ausência total de sinal.

O preço disso foi milhões de dólares de prejuízo, acompanhado do ódio de milhares de consumidores que foram, aos poucos, deixando a marca e optando pelo concorrente. Com todas essas dificuldades a Telefônica perdeu 149 mil clientes.

Foi o fim de uma parceria de muitos clientes, ainda assim, a empresa teve que refazer seus serviços (até porque foi proibida de continuar a comercializar seu produto até a resolução), investir milhões em novas tecnologias e acertos para continuar no mercado.

Quando há uma desistência, existem apenas duas possíveis causas.

O que se oferece já não é mais o suficiente, seja pela exigência do que recebe, ou pela ausência de qualidade do que oferece.

Se a resposta for a segunda, vale a pena deixar a marca.

E quando uma marca é abandonada, o custo pra se recuperar é infinitamente maior.

Nos próximos Posts vou falar sobre duas vertentes do consumo, o próximo sobre o Consumo Popular e depois sobre o Consumo de Alto Luxo… até lá!

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