Imortalidade, criação, adaptação

Ainda vivemos em um tempo que falar sobre imortalidade é permanecer no terreno da ficção, ou da utopia.

Nós somos os únicos seres que temos consciência de nossa perecibilidade, temos a concreta noção de que um dia não estaremos mais aqui, daí surgem questionamentos, devaneios, inseguranças, inaceitações, etc…

Desde o Egito antigo, a crença da imortalidade era perseguida quando se conservavam os corpos para permitir que a alma seguisse “imune”, para a vida eterna, assim, os faraós eram submetidos a vários rituais e processos para conservar seus corpos da decomposição.

Hoje, temos mais tecnologias e a nanotecnologia, somada a robótica, encontram, aos poucos, soluções que facilitam a vida dos que precisam e, talvez, retardar ou até mesmo impedir a morte, será?

O marca passo já é uma construção artificial que retarda a morte, assim como membros mecânicos, próteses, etc…

Na cirurgia, em muitos casos, os robôs substituem os médicos por serem mais precisos.

Enfim, diversos artifícios foram criados para manter a longevidade do ser humano. Antess, vivíamos até os 40, 50 anos… hoje, conheço atletas de maratona com 70.

Com base nesse tema, quero fazer algumas reflexões, a primeira:

Qual será a força da indústria da tecnologia daqui a décadas?

Nos tranformamos em velocidade cada vez maior.

Nós, daqui a 30 anos, seremos completamente diferentes. Os acessos que teremos, as facilidades que encontraremos, as opções que receberemos serão muito acima do que conhecemos hoje.

A indústria da tecnologia ainda é primitiva, por mais que nos espantemos em muitos casos, isso só mostra que ainda somos desatualizados.

O que  chega até nós não é, necessáriamente, o que existe na ciência.

Nos “bastidores” da tecnologia, encontram-se casos que poucos ousariam conceber, como a criação do LHC, buscando a “partícula de Deus” e toda a estrutura que o cerca.

Indústrias poderosíssimas, que ainda não nasceram, serão criadas a partir de produtos que sequer idealizamos.

Os que souberem enxergar isso, conquistarão postos, ainda vagos.

A tecnologia nos oferece o que ainda não precisamos, mas um dia vamos querer, ou o que já precisamos e, assim, vem nos suprir de determinada carência.

Outro exemplo é sobre a água que está acabando.

Quem serão os primeiros a popularizar a desalinização da água?

Tecnologia, já existe, mas ainda não está acessível para todos, de forma que, em algum momento, alguma indústria irá criar uma solução que apenas tranformará o processo atual, para o da desalinização, por isso não acredito no “fim da água”.

Voltando, para a imortalidade, por quê tudo tem fim?

Você já parou pra pensar se não morrêssemos?

Encontrariamos pessoas de milhares de anos, vivas, ocupando espaço.

As ruas cheias, os congestionamentos, as disputas por emprego ou moradia teriam níveis insuportáveis e viveríamos como insetos amontoados, um sobre os outros.

A realidade da existência como um todo é que, para que nós existamos hoje, um dia teremos que deixar nosso posto, assim outros fizeram, assim nós faremos…

No mercado das empresas, a vida é ainda mais curta.

Estudos mostraram que somente 34% das companhias permanecem na segunda geração, 17% na terceira, 4% na quarta e, depois disso, não há mais indicadores.

São vários motivos que, somados, determinam essa mortalidade.

Isso ocorre com origem nos conflitos, egos, idéias que, em um determinado momento vão se chocar, assim, o equilíbrio deixará de existir e a permanência cessará.

Indo mais adiante, arrisco a dizer que não somos capaz de nos adaptar ao novo.

Muitas vezes fiz consultoria para empresas que tinham práticas obsoletas, baseadas no que seus antepassadas fizeram, criaram, mantiveram.

Por mais antiga que seja uma empresa, ela só permanece, se for atualizada e adaptada.

A Coca Cola, fundada em 1886, é um exemplo de uma empresa moderna e adaptada.

Só é possível continuar se você souber deixar de ser.

Por outro lado, nada do foi desaparecerá, por completo.

Saber se adaptar, sobre qualquer interferência é que garante a nossa sobrevivência.

Sua carreira deixará de subir, caso você se acomode.

Sua empresa fechará, caso você insista no que sempre fez.

Para que tudo cresça, é necessário evoluir, permanentemente.

Essa é uma verdade para sua empresa, carreira, vida, assim como para a nossa existência como espécie.

O mundo se transforma, os ares mudam, a natureza se recicla e nada do que é, sempre será.

É a regra da permanência e por fim, da existência.

Resista, e logo deixará de existir…

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