Sobre o consumo de luxo, sua origem, trajetória, práticas e conceitos – Parte 2

Continuando o Post anterior, o luxo tem várias faces.

Não é necessariamente uma exposição da riqueza, vai mais além, mostrando um valor intrínseco da sexualidade, do poder, que está sempre aliado as aquisições dos consumidores.

O luxo, está também, relacionado ao belo (ainda que isso não seja na prática, realidade), mas, assim, o belo nos remete a perfeição, qualidade, o que é, em si, um distanciamento dos problemas e dificuldades.

A sua diferenciação, muitas vezes, se relaciona a qualidade superior, ou ao conforto, veja um chocolate suíço, um café gourmet, ou ainda, a primeira classe de um avião que se difere, não pela decoração e sim pelo conforto e atendimento, assim, o luxo também poderá se relacionar ao conforto e bem estar.

São todos aspectos inconscientes, mas que as empresas que os comercializam têm que ter consciência para que alcancem o resultado que projetaram, dessa forma, trabalham com a intimidade dos consumidores, sem que estes o percebam.

Trabalhar o desejo e representar sonhos é o desafio das grandes marcas.

Alguns estudos mostram que existem duas motivações ao comprar um produto de luxo.

A primeira é a recompensa pessoal que proporciona prazer ao que compra.

A segunda é o símbolo que o objeto representa, evidenciando poder, sucesso, capacidade de conquista, diferenciação, bom gosto, etc… ao ter, determinado produto, o que o possui se destaca dos demais.

Ainda, há uma distinção entre os tipos de consumidores novos e os tradicionais.

Quando os novos adquirem um produto, o fazem, com o intuito descrito acima, de demonstração de poder, de posicionamento social e assim, compram produtos que são mais ostensivos, chamativos, visíveis.

Já os tradicionais se preocupam mais com itens de decoração e conforto de suas casas, já que não será necessária a demonstração e a exposição de poder.

É importante ainda, saber criar um elo entre o cliente tradicional, que já consome há anos a marca, com o novo, que garantirá sua permanência.

Para as empresas que oferecem o luxo, a grande vantagem é não estar presa a fatores relacionados a períodos econômicos, ou a inflação, já que não tem “tabela” e são independentes da correção monetária.

O desafio das marcas é criar um conceito de inacessível, sem que o seja na totalidade.

O equilíbrio justo entre o acesso ao produto e a falta dele, é o que determina o sucesso da empresa e o desejo entre ter o produto.

Por fim, para conhecer o gosto dos consumidores dos produtos de luxo, tem que se conhecer a cultura do país, o que é bem aceito e considerado em nossa cultura, não será, necessariamente, em outra.

A compra de um produto de luxo não significa a posse de determinado produto e sim, inconscientemente, a posição de destaque e poder do que faz a compra.

A aquisição é o passe para ter a conquista do sucesso e tudo que o cerca, assim, cabe ao marketing criar a imagem e simbolismos a sua volta.

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